24 abril 2020

Pensamento 4.0

Por Florinda Pargas Gabaldón.

Pensamento 4.0 é uma proposta de pensamento inovador, enquadrada nos novos paradigmas e tendências que a dinâmica social, trabalhista e cultural nos impõe com seu ritmo avassalador e imparável. Estamos absolutamente convencidos de que estamos vivendo uma Quarta Revolução Industrial, mudanças importantes que modificam drasticamente nossa maneira de fazer, produzir e viver juntos. Essas mudanças merecem um talento adequado a esses novos desafios e desafios. Os modelos educacionais atuais (acadêmicos e empresariais) precisam se adaptar a esses requisitos e adaptar suas metodologias para desenvolver competências e capacidades necessárias para este momento histórico. Uma educação inovadora, para desenvolver talentos humanos resilientes, adaptativos e criativos, estimulados pelo pensamento disruptivo, que é o Pensamento 4.0.

Temos tomado como referência um conjunto de modelos e tendências, no âmbito do Desenvolvimento Humano, tais como: Educação para o desenvolvimento, abordagem de habilidades e as mais recentes pesquisas em neurociências, a fim de desenvolver uma proposta que explore o desenvolvimento de capacidades necessárias para este novo século, em termos de convivência cidadã e competências sociais, para responder aos grandes desafios desta mudança épica.

Acreditamos em um pensamento multidisciplinar, mais humano, emocional, focado no Eu e não no Fazer. Uma educação que ativa nossos sentidos, para estar ciente de nossa corresponsabilidade com o bem-estar comum de todos nós que habitamos este planeta. Isso nos permite evoluir de um Homo Sapiens (Wise Human) para um Homo Humanitas (Humanista Humanista).

Olhar para o indivíduo como parte de um todo, com suas necessidades individuais, como parte de uma comunidade global, cujos impactos no meio ambiente, ou seja, não estamos isolados e somos responsáveis por nossas ações. Em suma, um cidadão do mundo, com um olhar global e pensamento local.

FOCO NAS CAPACIDADES

Nos últimos anos, vários autores e acadêmicos, como Martha Nussbaum e Amartya Sen, promoveram uma educação voltada para o desenvolvimento de três capacidades fundamentais para o cultivo da humanidade e da democracia: o pensamento crítico, a cidadania global e a compreensão imaginativa. Essa abordagem está intimamente ligada às dimensões e pilares promovidos pela UNESCO com seu modelo de Educação para o Desenvolvimento. Essa abordagem busca promover a formação de cidadãos, locais e globais, sob marcos de referência de igualdade de oportunidades, liberdade participativa, autonomia responsável, não discriminação, tolerância e pluralismo.

NEUROCIÊNCIAS

A neurociência faz parte de um conjunto de disciplinas voltadas para o estudo do sistema nervoso, desde a conformação puramente física do sistema, até o que se refere ao comportamental e cognitivo, o que se reflete nas atitudes e ações de cada indivíduo para o exterior.

As técnicas desenvolvidas, a partir dessas investigações sobre o comportamento humano, seu processo de aprendizagem, para aprimorá-lo, foram amplamente documentadas e servem de referência para implementar uma metodologia de ensino/aprendizagem que estimule a inteligência emocional e social, a escuta ativa, a comunicação assertiva, a empatia, a flexibilidade, a tolerância, a sinergia e a Abordagem de Gestão Bimodal.

A chave do Pensamento 4.0 é a aprendizagem flexível, em seu próprio ritmo e baseada na análise de dados, focada na aquisição de habilidades do século XXI, especialmente aquelas que os robôs não podem realizar: pensamento criativo, inovação, vinculação em redes de trabalho colaborativas, resiliência, bimodalidade, entre outras.

Desenvolver Facilitadores Tecnológicos (Internet das Coisas, Cloud Computing, Big Data, IA) representa um grande desafio e requer grandes investimentos, para incorporar todas as organizações em uma economia global digitalizada, mas isso não acontecerá a menos que seja associado à ativação de Facilitadores Culturais, enquadrados no novo paradigma do Pensamento 4.0.

O Ser Humano, no centro, dessa grande transformação digital.

Florinda Pargas Gabaldón

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