14 junho 2022

Flexibilidade e resistência: contrários, mas não inimigos.

Por Florinda Pargas Gabaldón.

Ultimamente virou moda falar de flexibilidade e resiliência, como fórmulas mágicas que podem nos fazer superar qualquer situação. Com os tempos dinâmicos e de mudança em que vivemos, torna-se realmente necessário desenvolver essa capacidade de se adaptar facilmente às diferentes circunstâncias, ou reajustar-se aos novos padrões e protocolos que a migração digital e a quarta revolução industrial estão gerando. No entanto, não podemos ignorar a necessária resistência e firmeza, nas ideias, princípios, valores e crenças, que nos impedem de nos curvarmos a forças externas.

A mudança, sem foco, sem direção e sem propósito, pode trazer sérias consequências, além de nos manter rígidos por muito tempo. Reconhecer os pontos de inflexão, aqueles acontecimentos, momentos ou situações que marcam um antes e um depois da nossa história, é a chave para seguirmos em frente, de mãos dadas com flexibilidade e resistência, utilizando-os como ferramentas complementares que nos ajudam a tomar decisões, sem nos perder ao longo do caminho, quando aparecem aqueles eventos que ocorrem em um instante, que definem e mudam nosso curso.

Fortalecer a flexibilidade (física e mental) é essencial para transitar de forma saudável nestes tempos de mudança e transformação que tivemos que viver. Estar atento às novas realidades, ambientes e ecossistemas que estão sendo gerados nos ajudará a saber quando, quanto e como dosar essas forças opostas (resistência e flexibilidade), que se complementam.

Do ponto de vista físico, é importante trabalhar a flexibilidade do nosso corpo, numa perspetiva sistémica, encarando-o como um recipiente para todo o nosso ser (físico, mental e espiritual). Uma alimentação saudável, incorporando práticas como ioga, pilates ou outros tipos de esportes, fazendo alongamentos matinais e conectando tudo isso com nossa respiração consciente, ativam toda a rede neural, hormonal e emocional, que estimula nosso bem-estar e foco, fortalecendo nosso sistema imunológico. sistema, flexibilidade cognitiva e emocional.

A flexibilidade cognitiva e emocional é a capacidade do nosso cérebro de adaptar os nossos comportamentos, pensamentos e emotividade a momentos de mudança, novos e inesperados, sendo capaz de ter em conta diferentes perspectivas ao mesmo tempo, permitindo-nos usar a nossa gestão emocional para podermos nos adaptar a novas situações, principalmente se forem abruptas e nas quais não sabemos como lidar, apoiando nossas ações e novos esquemas mentais, transformando velhos padrões naqueles que são necessários neste momento.

Para isso, temos que deixar para trás rotinas e hábitos, formas de comportamento e pensamento estabelecidos, que não são mais úteis. Graças a essa capacidade, podemos nos adaptar melhor às mudanças que podemos encontrar no caminho para nossos objetivos, é também uma capacidade que deve ser fortalecida desde a infância, para que amadureça adequadamente, como meu amigo e aliado, o A psicopedagoga Gloria Pérez (@gloriapsicopedagogia).

A flexibilidade cognitiva e emocional é uma função executiva. Essas funções nos diferenciam de outras espécies, pois nos dotam de habilidades estratégicas, pensamentos complexos e abstratos que nos ajudam a melhorar nosso comportamento e alcançar nossos objetivos graças a um maior desenvolvimento mental.

Como podemos promover a flexibilidade cognitiva e emocional, treinando a capacidade de adaptação?

  • Metacognição: Observe seus pensamentos. Adquira uma posição mais afastada da situação, o que lhe permitirá enxergá-la de uma perspectiva mais ampla e dificultará o deixar-se levar por padrões mais automáticos e inconscientes que nos levam a agir sempre da mesma forma. Da posição do observador será mais fácil para você ver diferentes opções a serem levadas em consideração ao agir. Identifique seus pilares fundamentais, sistema de crenças e paradigmas, o que é negociável, o que não é, suas razões e argumentos.
  • Reorientar: Fortalece o valor de diferentes perspectivas. Busca novas formas de resolver conflitos ou situações cotidianas, promove uma atitude mais criativa, não ficando com uma única opção, mas buscando diferentes possibilidades.
  • Escucha Activa: Atender e entender o que os otros dizem e fazem, com atenção, diante diferentes situações. A valorização dos diferentes argumentos utilizados tanto pela gente como para o resto de las personas, facilita a abertura de uma nova forma de ver as situações e um tener en cuenta aspectos distintos de uma mesma situação.
  • Disrupção: Viajar para a Zona Desconfortante. Quebrar a rotina. Tentar fazer coisas novas e manter a curiosidade pelo aprendizado. Conhecer novas pessoas, viajar, aprender um novo idioma ou inovar em uma atividade que você já fazia antes.
  • Pensamento Criativo: Desenvolva sua criatividade. Promova uma atitude que permita ter uma visão mais ampla da situação, isso facilitará a busca de soluções alternativas para o mesmo problema.
  • Respiração consciente e exercício: A atividade física facilita a liberação de endorfinas e serotonina, neurotransmissores que favorecem o desenvolvimento da flexibilidade cognitiva.
  • Gerenciar emoções: Existem algumas emoções que rejeitamos, como tristeza ou medo. A tristeza é uma das emoções que mais rejeitamos. Acreditamos que ela nos bloqueará e que permaneceremos submersos nela, por toda a vida. No entanto, como toda emoção, ela procura estabelecer uma estrutura em nossas vidas, nos impedir de refletir, seguir em frente, sofrer. Também rejeitamos o medo, o que nos faz temer a nova situação? Talvez tenhamos medo da perda ou do desconhecido. Encontrar a raiz do nosso medo pode nos fazer identificá-lo e que consigamos superá-lo.
  • O passado como aprendizado: As crises não são situações únicas que vivemos em nossas vidas, elas possuem certas semelhanças com experiências anteriores. Dessas etapas passadas ​​podemos obter aprendizados que nos ajudarão neste momento. Um desses ensinamentos é que tudo acaba passando e deixando uma lição de aprendizado.
  • Deixar ir e seguir em frente: Resistimos às crises, porque não deixamos para trás o que realmente já perdemos. Não queremos liberá-lo, quando fisicamente deixou de existir. Ficar agarrado lá não nos ajuda nem nos faz bem. Mobilizar todos os nossos recursos emocionais, para aceitá-lo e seguir em frente, é essencial.

Todos, em determinados momentos, podem se tornar mais rígidos ou resistentes do que o necessário (por exemplo, quando precisamos que algo aconteça de certa forma, porque se não for, consideramos mal feito), é importante detectar isso e ativar outras perspectivas, saber identificar o momento de inflexão, que exige aquela mudança de foco ou aprofundamento de um novo modelo de crenças e paradigmas.

Novas situações sempre exigirão que deixemos para trás esquemas emocionais rígidos e fluamos na mudança. Se treinarmos e potencializamos uma mente mais flexível, vamos conseguir enfrentar as dificuldades de forma satisfatória, favorecendo o nosso bem-estar. O cérebro não gosta de mudar, precisa de rotinas, esquemas e padrões, mas tal mudança é inevitável e devemos mobilizar nossos recursos para aceitá-la e acabar passando por ela, com equilíbrio e coerência, entre o que sentimos, pensamos e fazemos , usando todas as nossas habilidades e habilidades, todo nosso arsenal e caixa de ferramentas, a nosso favor.

Você se atreve a revisar e fortalecer sua Caixa de Ferramentas 4.0?

Então, convido você a rever este link Primeiros Socorros Organizacionais: Ferramentas para gerenciar a crise, para que você possa conhecer mais sobre essas ferramentas, entre em contato e juntos podemos projetar uma melhoria de rota e oportunidades.

Eu te escuto, te abraço e te acompanho no processo.

Florinda Pargas Gabaldón

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